O Dia Internacional da Mulher recorda-nos que a igualdade entre homens e mulheres, em…

O Dia Internacional da Mulher recorda-nos que a igualdade entre homens e mulheres, em Portugal, é uma conquista historicamente recente, alcançada depois de séculos de limitações legais, sociais e políticas, profundamente injustas. Assinalar esta data é recusar esse passado de inferiorização e reafirmar que nenhuma sociedade digna se pode construir sobre a restrição da sua liberdade e da sua voz.
Apesar dos progressos das últimas décadas, a desigualdade não desapareceu. Em Portugal, as mulheres continuam sub-representadas em lugares de decisão política e económica, auferem, em média, remunerações inferiores às dos homens e suportam ainda uma parte muito superior do trabalho doméstico e de cuidado.
Por isso, este dia obriga-nos também a direcionar o nosso olhar para a Educação, na escola, na família e na sociedade, onde se formam, desde cedo, os modos de ver o outro, de reconhecer a dignidade humana e de recusar a desigualdade. Ensinar a pensar é, neste sentido, uma das formas mais profundas de defender a liberdade – desconstruindo preconceitos antigos, reconhecendo discriminações persistentes, recusando como natural o que foi historicamente construído como desigual e fortalecendo relações humanas mais justas.
Mas a igualdade não se ensina apenas com palavras; exige também o exemplo! Defende-se na linguagem, nas atitudes, na firmeza das ações e na recusa intransigente de tudo o que desvalorize a mulher, a silencie ou a confine a uma posição de subordinação.
Num tempo em que ressurgem discursos conservadores que procuram reduzir direitos e relegar novamente as mulheres para posições de dependência, celebrar este dia é também um gesto de uma clara vigilância cívica. A igualdade não é um dado adquirido, é uma conquista que exige consciência, coragem e continuidade. Temos de estar bem atentos e ativos!
Feliz Dia Internacional da Mulher! 🌹🌹🌹





