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235 publicações10 de Março de 2025 – 24 de Abril de 2026
Crianças e Jovens 2 min 2 Jul 2025 Por cesarisraelpaulo
Crianças e Jovens

A maior mentira que dizemos aos nossos filhos (e a nós mesmos) quando erram! Saiba aqui qual é!

A maior mentira que dizemos aos nossos filhos (e a nós mesmos) quando erram! Saiba aqui qual é!

“Não faz mal, errar é normal…”

Dizemo-lo com intenção pedagógica, mas raramente com convicção emocional. Porque, na verdade, o erro (sobretudo quando cometido por quem educamos) tende a ativar em nós memórias inconscientes de fracasso, culpa e inadequação.

O resultado? Uma contradição silenciosa: verbalizamos a aceitação, mas expressamos o julgamento. Dizemos que aprender é um processo, mas exigimos acertos imediatos. Incentivamos a tentativa, mas reagimos com impaciência à falha! O problema não está apenas na frase, está no sistema emocional que a sustenta. E os nossos filhos entendem-no com uma precisão impressionante!

Se queremos formar crianças capazes de pensar com profundidade, de decidir com coragem e de assumir responsabilidades sem medo, então temos de transformar a nossa própria relação com o erro. Tudo começa com um exercício de lucidez: reconhecer que errar é, de facto, parte essencial do processo de desenvolvimento.

Mas é preciso que essa ideia se traduza em comportamentos concretos. O que fazemos quando uma criança erra? Julgamos, corrigimos, ignoramos… ou perguntamos: “O que aprendeste com isto?”, “O que farias de forma diferente?”, “Como posso ajudar-te a refletir melhor sobre esta situação?”

Educar para o pensamento implica integrar claramente o erro como matéria-prima da construção intelectual. Não como falha a evitar, mas como pista a decifrar!

Aceitar o erro como parte legítima do processo de pensar é assumir que o conhecimento se constrói também por aproximações, reformulações e reinterpretações. E que uma criança só pode desenvolver autonomia intelectual se for autorizada a errar, sem medo de punição, sem vergonha de falhar, sem pressa de acertar. Mas para isso, precisa de adultos que saibam sustentar emocionalmente o erro, não como sinal de falência, mas como oportunidade de crescimento.

Porque educar para o pensamento não é ensinar a contornar a falha, mas a reconhecê-la como ponto de partida para processos mais exigentes de análise, tomada de consciência e responsabilização pessoal.

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#Erro #Ensinarapensar #Futuroseguro

Imagem: Etienne Girardet (Unsplash)

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